sexta-feira, dezembro 07, 2007

" ' pinguim! diz:
cara eu tô escutando aqui 'eu te amo, te amo, te amo' (roberto carlos) versão da marisa monte
e tipo.. eu lembrei do meu pai
' pinguim! diz:
dos meus pais
' pinguim! diz:
(ele era fanático por r. c.)
' pinguim! diz:
e essa musica é tao eles
' pinguim! diz:
e eu fico pensando
' pinguim! diz:
eles se amavam pra caralho [se amam]
' pinguim! diz:
e nessa musica tem uma parte que diz 'cartas ja nao adiantam mais [...] eu estou quase morrendo de saudade de você' e eu pensei na minha mae, como sendo ela dizendo isso
' pinguim! diz:
e]
' pinguim! diz:
eles nao tao mais juntos
' pinguim! diz:
mas acho q eles viveram ao máximo tudo que coube a eles
' pinguim! diz:
amorosamente falando
' pinguim! diz:
viveram os extremos de um amor de verdade
' pinguim! diz:
e eles sao o meu maior e melhor exemplo
' pinguim! diz:
e..e...
' pinguim! diz:
eu me coloquei no lugar dela
' pinguim! diz:
e cara
' pinguim! diz:
eu percebi
' pinguim! diz:
que o que mais me dói não é a saudade que sinto dele
' pinguim! diz:
e sim saber que eles eram perfeitos juntos
' pinguim! diz:
e eu fico pensando nela e em como ela deve estar se sentindo, dia após dia
' pinguim! diz:
dormir e acordar sem ele
' pinguim! diz:
isso é muito triste, cara
' pinguim! diz:
mas ao menos ela tem essa certeza que dá essa força que ela tira de nao sei onde
' pinguim! diz:
que é a de que amou e foi amada de verdade
' pinguim! diz:
...e o que mais é a vida além disso?"



Pois é. Agora me diga o que é amar de verdade.

Infelizmente meus pais são os únicos que, pra mim, provam que isso existe.


Tanto tempo longe de você
Quero ao menos lhe falar
A distância não vai impedir
Meu amor de lhe encontrar
Cartas já não adiantam mais
Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudades de você

Eu te amo, eu te amo, eu te amo

Eu não sei por quanto tempo eu
Tenho ainda que esperar
Quantas vezes eu até chorei
Pois não pude suportar
Para mim não adianta
Tanta coisa sem você
E então me desespero
Por favor meu bem eu quero
Sem demora lhe falar

Eu te amo, eu te amo, eu te amo

Mas o dia que eu puder lhe encontrar
Eu quero contar
O quanto sofri por todo esse tempo
Que eu quis lhe falar

Eu te amo, eu te amo, eu te amo

Para mim não adianta
Tanta coisa sem você
E então me desespero
Por favor meu bem eu quero
Sem demora lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo

terça-feira, novembro 06, 2007

"somos todos atores diante da vida
Enquanto a vida atua diante dos nossos sonhos
E só da vida tua
Sabes do árduo ensaio"

quarta-feira, agosto 01, 2007

"variados"

De um todo pode-se esperar quase nada.
É da previsão do tempo de chuva e frio que vem o sol por entre as sombras que arrepiam, lá está os feixes de luz.
Mas é da esperança que pode vir a ilusão, do pé no chão que pode querer pular, voar, sonhar até cair.
Pode ser que quando você esteja envolto a amigos e dando risada, pode ser que ali mesmo, daquele jeito, te dê vontade de chorar, te aperte o coração, te apareça a saudade, te grite a dor.
"O desespero é o alarme da mente" - pode ser que teu reflexo te diga que há mais de você em você mesmo empregnado no mundo e em coisas que não são nada teu.
Acredito que há a força do contra porque há força a favor, ou então a do contra não seria contra nada, seria simplesmente força.

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"Aos que dormem, um pouco de sonho
Aos que sonham, um pouco de realidade
E aos realistas, um pouco de sono"


Música que lembra você, como qualquer música lembra qualquer um
Como qualquer um quer lembrar de alguém com alguma música
Ousadia ou não
Eu lembro de você como se a música fosse como fosse por sua causa
Justo, já que eu fico como fico por causa dessa música.
Ousadia ou não
A minha de dizer que é pela música, não por você.

quinta-feira, junho 14, 2007

desabafo.

Quanto mais o tempo passa, mais você tem a certeza de que ele não vai voltar.
Aí ficam as lembranças que te fazem dar risada, as que te fazem chorar, as que te fazem querer voltar no tempo, as que te dão mais saudade.
Como o contato faz falta. O olhar, as broncas, as piadas, o abraço. Ah... O abraço. Agora eu sei como é essa tal saudade que dói. Eu pensei que já houvesse sentido esse tipo de saudade, mas não fazia nem cócegas. E eu sei porque dói. Sei que é porque o tempo que passa, é o tempo em que a "ficha" começa a cair mais e mais, e passam-se dias, e ele não volta. E passam-se semanas, e ele não volta. E vão passar anos, e ele não vai voltar. E vai passar o resto da minha vida, e ele não vai voltar. E eu só espero me tornar alguém do qual ele se orgulhe. Porque eu tenho certeza que ele já estava orgulhoso de todo mundo da minha família, já "cresceram", já criaram uma certa estabilidade, já até criaram uma nova família (ou melhor, deram continuidade a esta família).
Agora o que dizer de mim... Ainda tão dependente de tudo. Ainda me desprendendo das barras-de-saia de mamãe. Eu já tenho uma certa idade "pesante" nas costas, não sou mais criança. Mas eu ainda não me mostrei pro mundo.E eu contava tanto com meu pai para ver isso acontecer. E poder ver nos olhos dele o que ele sentiria quando isso acontecesse. Eu sempre senti uma necessidade de provar algo a ele. E eu senti que isso estava começando acontecer. Eu me sinto agradecida por ele ter visto o começo, ao menos. Ou, devo dizer... Sinto-me agradecida por eu ter tido a chance de vê-lo nesse meu começo e saber, não exatamente e diretamente dele, que ele estava satisfeito com meu trabalho e com a pessoa que eu estou começando a me tornar.
Mas eu já sinto a falta de sair do meu apartamento (nem sei porque disse "apartamento" se eu acho que prefiro casa), daqui a tantos anos e ir pra casa de meus pais e contar empolgada sobre como tem sido meus dias, sobre como tem sido minha vida, mostrá-los quem eu me tornei, e que devo tanto a eles. E poder dar esses abraços que matam essas saudades que nascem de uma vida corrida e cheia de responsabilidades, quando passa uns dias sem ver alguem que ama. E ter conversas sobre novos planos, e sobre os planos que eu já concretizei. Não desmereço minha mãe nem tão pouco meus irmãos. Mas é incrível como agora eu me dou conta de que isso realmente acontecia. "Isso"... A minha necessidade em provar algo a ele.




New Radicals - Crying Like A Church On Monday

quarta-feira, maio 30, 2007

Eu ainda te vejo nos meus sonhos.

domingo, maio 13, 2007

(eletricidade no ar)

Como se tudo tivesse mais vida e mais poder do que normalmente aparenta. Sentir, ouvir, respirar e, com um pouco de concentração, enxergar. Por entre as sombras e rastros deixados pelo vento, que mudam constantemente com o tempo que não pára de passar, o coração que sempre bate; uma perfeita combinação de sutis acontecimentos que, em dias como hoje, parece misturar-se e fundir-se, gerando até uma sensação de que algo nesse processo é proposital e tem algum fundamento mais além do óbvio e mais sensato que pensar que são meros acontecimentos ocorrendo em um canto do mundo.
Não é tristeza, felicidade ou vazio. É quando você escuta uma parte desse mesmo mundo te chamando para conversar. Parte do "poder" parece entrar no corpo e preencher lacunas, secar lágrimas futuras, anestesiar feridas já esquecidas e relembradas.
Dias como este provam para quem quiser realmente saber, que há muito mais de onde não vemos nada. Hoje eu vi. Vi além de pessoas e de mim mesma. E pensar que há tanta energia só neste pedaço de chão que meus olhos alcançam ver, faz com que eu respire fundo e carregue comigo uma parcela de tudo isso, talvez "para sempre", ou talvez já tenha ido embora. Porém, a sensação está guardada na lembrança. Entristeço ao saber que já é passado, mas então eu lembro que demorará o tempo do próximo suspiro para voltar.
Um dia em inércia que preenche os dias cheios.

Quando escuta à tudo que não fala e mantém-se surdo para as palavras.
Tudo aparenta ter tão mais vida que nós. É quando percebo o quanto somos fracos sozinhos e como nos alimentamos do mundo sem perceber. Não temos voz para gritar mais alto que esse silêncio de dias como o de hoje. E dias como o de hoje são todos.

segunda-feira, abril 09, 2007

Uma pausa. Uma vírgula, um ponto, um suspiro. Uma lembrança, uma ilusão, um olhar, uma noite, um lugar. Um descanso, uma frase, uma letra, uma idéia. Um momento. Um sorriso, um carinho, uma saudade, um toque, um adeus. Um erro, uma dúvida, um medo.
Dá pra escrever pra lá de muitas linhas com os contra-tempos, possibilidades e experiências de vida. Contudo, nada nunca é o suficiente pra preencher ou sequer resumir isso. A vida acontece a todo momento e só é lembrado uma coisa ou outra, e ainda sim, é o suficiente pra ser longa o bastante. Não vou perguntar (de novo) o que é que você teme, do que se arrepende, o que reviveria. O agora é irrevogavelmente preciso. Então pare de pensar nas perguntas que eu não fiz, porque nada irá mudar o que já aconteceu. Aquela pessoa talvez o perdoe, mas o erro já foi cometido. Aquele medo talvez suma, mas ele já existiu. O momento talvez se "repita", mas ele já passou. "Repita" entre aspas porque nenhum momento se repete, a menos que você acredite em déja vu e saiba reconhecê-los em vez de banalizá-los.

Uma metáfora. Um sentido. Um desvio.